quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Desafio Sobre o Maior Amor de Minha Vida

Gente, desde a segunda feira à noite, a Isadora está bem doentinha. Começou espirrando muito e logo na terça feira pela manhã já acordou com uma febre muito alta. Ficou o dia todo super enjoadinha...e hoje continua do mesmo jeito, só que bem melhor que ontem. Estou aproveitando que ela está durmindo bem tranquila, bem sossegada e vim dar uma olhada no meu boletim de notas da faculdade e aproveitei pra fazer umas visitinhas nos bloguitos. Sei que é uma gripe mais forte que ela pegou, e como não sou fã de levar ao médico pra ficarem passando antibióticos, cuido dela em casa mais com remédios caseiros. Afinal, mãe sente quando a situação não é tão grave!!!

Bom, mas ao invés de falar somente desse assunto tão tristinho e como tenho que correr pra ficar com ela, vou contar também o que a Hazel, do blog Casa Claridade, propôs para mim.

"Mostrar mediante uma imagem (pesquisada ou elaborada por nós) como consideramos o verdadeiro sentido ou origem dos nossos filhos. Devemos expor a nossa verdade e não aquela que aprendemos com os nossos pais, na escola, na vida, etc.."

Este foi o "desafio" honramente destinado por ela para mim. Que ao invés de torna-se um desafio, para mim, é mais um forma de poder mostrar a quem se interessar, todo sentido de minha vida!

Aqui a Isadora está com 10 meses

A Isadora é o sentido do rumo que tive que tomar e que tenho que prosseguir minha vida. Ela veio como uma continuação do que não tive a chance de continuar. Veio para mim como um resgate do que achei que tivesse perdido. Veio para completar o que eu mais precisava no momento mais infeliz de minha vida.

Depois que perdi a mulher mais importante de minha vida (minha querida mamãe), 1 ano após sua morte, passei a gerar a mulher que seria a mais importante de minha vida. E isso para mim foi como se eu pudesse continuar a cuidar de alguém, como fiquei por bons e inesquecíveis dias, cuidando de minha mãe no hospital.

Aqui, exatamente o dia em que completou 1 ano

Quando aos 22 anos descobri que estava grávida eu percebi o quão importante eu estava por me tornar. Passei a me sentir responsável, madura...



Minha filha nunca foi dificuldade alguma para mim. Mas na temporada de estudos, confesso que a fase foi um pouco...tumultuada.
As dificuldades eram em prestar mais atenção às aulas, para estudar para as provas, para ler um livro, para fazer pesquisas na internet, para fazer visitas culturais por conta dos trabalhos acadêmicos...mas tudo era questão, não de sacrifícios, mas sim de responsabilidade e "jogo de cintura". E foi isso que aprendi com ela, não somente para ela, mas para nossas vidas.

Aqui é ela neste ano

E esse é o verdadeiro sentido de tê-la. A hora de acordar e vê-la pisar no chão com toda delicadeza, correr para meu quarto e dizer "bom dia mamãe!". Olhar ela assistindo televisão e se divertir com coisas tão simples. Olhar ela brincando sozinha, cantarolando uma canção que vem à sua mente, sem o menor sentido. Olhar a felicidade dela quando a pipoca começa à estourar. Os olhos curiosos para dentro do forno e perguntando: "Mamãe, é bolo?". Suas gargalhadas quando lhe oferecemos um pirulito, um chocolate, ou qualquer besteira que criança adora comer. O maior sorriso nos lábios quando entramos no carro para passear. Quando ela diz "brigada mamãe" por qualquer coisa que fazemos para ela. ?Ouví-la pedindo: "Abaxo mamãe! Bejo, mamãe!". Ahhhh, o beijinho nos lábios que ela pede para mim e para o papai é tão carinhoso...doce... puro... inoscente...lindo. Vê-la admirada com coisas novas e lugares novos que nunca viu. Pulando de felicidade sem roupas para ir tomar "bambanho". Olhar pra ela dormindo... feito um anjo (como todas as crianças)... olhar minha filha crescendo do meu lado... comigo... minha!!!
Amo demais ver tudo isso e, pior gente... passando tão rápido... tão depressa! Dá uma saudade imensa quando olho os álbuns de fotografia, desde quando ela nasceu. Eu choro (e muito), eu curto os dias (todos... e muito), mas mesmo assim eles não esperam gente...vão passando, se despedindo e levando todos os momentos pra dentro do coração , memórias e ... fotografias...
Foto tirada dia 11 de dezembro (apesar da data estar diferente na imagem)
Não sinto que deveria ter esperado mais ou esperado menos para tê-la. Para ter mais tempo para mim, ou para minhas coisas, ou para minha vida... algum dia teria filho mesmo!!! E ela veio no momento exato em que precisava, em um momento em que tinha que estar aqui. Ela está aqui.
Eu me sinto plenamente feliz por ter minha filha do meu lado. Ela me faz suportar a perda de minha mãe, minhas frustações cotidianas. Me alegra qualquer momento de tristeza, me faz sentir realmente que ser mãe, não tem nada disso de, "Padecer no Paraíso ou Se divertir no Inferno!!!" Ser mãe é vida, é a continuação, é amor!

Acho que toda mulher que tivesse filhos deveriam torna-se imortais. Não sei se isso tem sentido, mas...sei lá, esse é meu desejo maior.

Como diz o título do blog da Júlia Bastos, que é o mesmo título do livro de Lucinha Araújo e da música de seu filho Cazuza: "Só As Mães São Felizes!"

Lindo isso, não é?

Sabem que acredito muito nessa frase?!!!

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